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› Renda maior: Sitran assina acordo com aumento salarial para motoristas de Xaxim

 Mesmo diante da critica situação provocada pela acentuada crise econômica nacional, o sindicato concede reajuste aos trabalhadores

Chapecó (24.6.2015) - Com aumento de 8,5% para salários acima do piso, está fechada a nova Convenção Coletiva de Trabalho - CCT para os profissionais do transporte de Xaxim e Região. Já os normativos da categoria subiram 9% e a diária sofreu reajuste de 10%. A negociação foi concretizada entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Chapecó - Sitran e o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Xaxim.

A nova CCT, com 45 cláusulas econômicas e sociais, retroage seus efeitos ao dia 1º de maio, data base da categoria. O documento define a jornada de trabalho dos motoristas, uma das maiores preocupações das empresas de transporte. A jornada foi regulamentada de acordo com a lei do caminhoneiro adotando alguns critérios próprios. A jornada superior a 10 horas de trabalho diário é permitida desde que convencionada e isso foi feito. O período que excede a jornada normal deve ser pago em forma de hora extra com adicional de 60%.

A categoria profissional tem seis pisos salarias. O motorista de carreta passa a ganhar normativo de R$ 1.744 e o de carga viva R$ 1.493. Já o motorista operacional teve o salário elevado para R$ 1.362 e os demais profissionais específicos passam a ganhar R$ 1.199. O piso dos auxiliares e funcionários de serviços gerais agora é de R$ 992. Neste ano foi criado o adicional de função equivalente a 10% do normativo para motoristas de bitrem, operador de guindaste, guincho, prancha e caminhão betoneira. Para as diárias o valor estabelecido é R$ 44.

Sufoco - O presidente do Sitran Deneraci Perin disse que o sindicato “foi ao limite das possibilidades” na negociação fechada com o presidente do sindical laboral Claudio da Silva e coordenada pelo assessor sindical Euclides Badin. Justifica que o reajuste salarial é necessário, “mas precisa respeitar o suportável”. A situação das empresas de transporte é critica. O valor do frete está “extremamente defasado”. No entanto, os custos de manutenção das frotas aumentam exorbitantemente. O combustível, peças de reposição, pneus e demais componentes são reajustados com muita frequência. As empresas “estão quebrando” e não há perspectivas de melhora em curso prazo. Esse desalentador quadro “impede índices mais substanciais aos salários”, argumenta.

A negociação para os motoristas de Chapecó continua pendente. O Sitran aguarda pela manifestação do sindicato laboral para fechar a convenção.

- Foto: Deneraci Perin (c) assinou a CCT, coordenada por Euclides Badin (e) com Claudio da Silva

Assessoria de Imprensa Sitran



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